Com a campanha nacional de vacinação contra a influenza entrando em sua reta final, cerca de 26 milhões de pessoas dos grupos prioritários ainda não receberam a dose, segundo dados recentes.
A mobilização, iniciada em 28 de março, é voltada principalmente a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, além de indígenas, quilombolas e outros públicos definidos como prioritários pelo Ministério da Saúde.
No total, o país tem aproximadamente 80 milhões de pessoas dentro desses grupos, e a meta oficial é alcançar 90% de cobertura vacinal.
A vacina distribuída na campanha é do tipo trivalente, com proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B, que costumam circular com mais intensidade nas temporadas sazonais.
Diante do ritmo de adesão abaixo do esperado, algumas capitais já decidiram ampliar o público-alvo. Em cidades como São Paulo e Fortaleza, a vacinação foi aberta a toda a população a partir desta segunda-feira. Já em Belo Horizonte, a imunização também passou a ser liberada para qualquer pessoa acima de 6 meses de idade.
O Ministério da Saúde distribuiu cerca de 45 milhões de doses para as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A Região Norte segue um calendário diferenciado, com início previsto para o segundo semestre, período em que há maior circulação do vírus na área.
A campanha segue até 30 de maio. As autoridades de saúde reforçam que a vacinação anual é necessária porque o vírus da influenza sofre mutações constantes, o que exige atualização da composição das vacinas a cada temporada.
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