A Justiça do Rio de Janeiro concedeu medidas protetivas à adolescente de 12 anos vítima de um estupro coletivo ocorrido em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense. A decisão impede que um dos investigados, apontado como namorado da vítima, mantenha qualquer tipo de contato com a jovem, seus familiares e testemunhas do caso.
A determinação também proíbe aproximação física, comunicação por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens, com o objetivo de garantir a segurança da adolescente e preservar o andamento das investigações.
O caso é apurado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Campo Grande (Deam-CG). Segundo a Polícia Civil, oito adolescentes foram identificados como suspeitos de participação no crime. Seis já foram apreendidos, enquanto dois continuam sendo procurados pelas autoridades.
Crime teria sido planejado pelo namorado
De acordo com as investigações, a vítima foi atraída para uma emboscada pelo próprio namorado. No local, ela teria sido violentada sexualmente por outros adolescentes. As agressões teriam sido gravadas e compartilhadas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
A polícia apreendeu celulares e outros equipamentos eletrônicos para verificar a existência e a circulação das imagens do crime.
Internação provisória dos suspeitos
Os adolescentes apreendidos são investigados por atos infracionais análogos aos crimes de:
- estupro de vulnerável;
- estupro coletivo;
- divulgação de cena de violência sexual.
A Justiça determinou a internação provisória dos envolvidos já localizados.
Atendimento e acolhimento à vítima
A adolescente está recebendo acompanhamento psicológico, médico e assistência social. O caso corre em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima e de sua família.
Especialistas destacam que a concessão de medidas protetivas é fundamental para evitar intimidação, ameaças e revitimização, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes.
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