Moscou reagiu com ironia à postura adotada por países ocidentais após o teste bem-sucedido do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Riabkov, que afirmou que o governo russo jamais esperou qualquer reação favorável de seus adversários no Ocidente.
Segundo o diplomata, os países ocidentais tentam demonstrar uma aparente indiferença diante do avanço tecnológico militar da Rússia. Para Riabkov, essa postura é encarada com sarcasmo por Moscou, que conhece melhor do que qualquer outro país o significado estratégico da entrada em operação do novo sistema.
“Percebemos isso com ironia, porque compreendemos melhor do que ninguém o que representa a incorporação desse sistema ao arsenal russo”, declarou o vice-ministro.
Putin chama Sarmat de sistema mais poderoso do mundo
O presidente Vladimir Putin classificou o Sarmat como o “sistema de mísseis mais potente do mundo”. De acordo com o líder russo, o armamento supera em mais de quatro vezes a capacidade de qualquer sistema similar desenvolvido por países ocidentais.
O Sarmat foi projetado para substituir o antigo míssil Voevoda, desenvolvido ainda na época da União Soviética. O novo equipamento possui capacidade para transportar múltiplas ogivas nucleares e foi concebido para driblar sistemas modernos de defesa antimísseis.
Alcance superior a 35 mil quilômetros
Segundo Putin, o Sarmat pode seguir não apenas uma trajetória balística tradicional, mas também uma rota suborbital, o que amplia significativamente seu alcance e dificulta a interceptação.
De acordo com as informações divulgadas pelo Kremlin, o míssil pode percorrer mais de 35 mil quilômetros, com alta precisão e capacidade de penetrar sistemas defensivos existentes e futuros.
O presidente russo também informou que o primeiro regimento equipado com o sistema deverá entrar em serviço ativo até o fim deste ano.
Armamento reforça estratégia nuclear russa
O Sarmat é considerado peça-chave na modernização das forças nucleares estratégicas da Rússia. O sistema foi desenvolvido para garantir a capacidade de dissuasão do país diante do avanço de tecnologias militares em outras potências.
O anúncio ocorre em um momento de forte tensão geopolítica entre Rússia e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte, especialmente em razão do conflito na Ucrânia e das sanções impostas por governos ocidentais.
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