Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou um esquema sofisticado de roubo de celulares ligado ao crime organizado, com atuação no Complexo do São Carlos, na região central da capital fluminense.
A ação teve como alvo integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), apontados como responsáveis por uma cadeia criminosa que ia além do furto dos aparelhos e envolvia fraude bancária em larga escala.
Até o momento, cinco pessoas foram presas e uma oficina clandestina de armas foi descoberta durante a operação, que também cumpre mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, que duraram mais de um ano, os criminosos tinham como alvo principal celulares de alto valor. Após os roubos, os aparelhos eram levados para o Complexo do São Carlos, onde passavam por um processo de desbloqueio.
Com acesso aos dados pessoais das vítimas — incluindo aplicativos bancários — os integrantes da quadrilha realizavam:
- transferências bancárias
- contratação de empréstimos
- golpes financeiros diversos
Segundo a polícia, o grupo contava com apoio de comparsas em São Paulo, especializados em quebrar sistemas de segurança mais avançados dos aparelhos.
Estrutura criminosa
A investigação revelou que o esquema funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas:
- roubadores responsáveis pela subtração dos celulares
- técnicos encarregados do desbloqueio
- operadores financeiros que aplicavam os golpes
A descoberta de uma oficina clandestina de armas dentro da comunidade reforça a estrutura armada da organização e a conexão direta com o tráfico.
Facção envolvida
O Terceiro Comando Puro é uma das principais organizações criminosas do estado, com atuação no tráfico de drogas, roubos e outros crimes violentos. A facção surgiu no início dos anos 2000 e disputa territórios com grupos rivais no Rio e em outros estados.
A Polícia Civil alerta que o roubo de celulares se tornou uma das principais portas de entrada para crimes financeiros no Brasil. O acesso a aplicativos bancários e dados sensíveis transforma o aparelho em um alvo altamente lucrativo para organizações criminosas.
Casos como esse mostram a evolução do crime, que deixou de ser apenas patrimonial e passou a envolver fraudes digitais sofisticadas.
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