O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, declarou neste domingo (19) que considera necessário que a União Europeia rompa o Acordo de Associação mantido com Israel.
Em publicação nas redes sociais, Sánchez afirmou que a Espanha não possui qualquer posicionamento contrário ao povo israelense, mas argumentou que um governo que, segundo ele, viola o direito internacional e os princípios fundamentais europeus não pode continuar como parceiro estratégico do bloco.
Ao encerrar a mensagem, o líder espanhol reforçou o apelo pelo fim do conflito ao escrever: “Não à guerra”.
Vídeo reforça críticas ao conflito
Em vídeo divulgado junto ao posicionamento, Pedro Sánchez classificou a guerra em andamento como um erro grave, afirmando que o confronto tem provocado mortes, deslocamentos populacionais no Oriente Médio e impactos econômicos em diferentes países.
Segundo o premiê, os efeitos também atingem diretamente os cidadãos espanhóis, especialmente no custo de vida e no orçamento das famílias.
Pressão sobre Netanyahu e proposta formal
Durante a declaração, Sánchez pediu o encerramento imediato das hostilidades e defendeu que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seja contido politicamente pela comunidade internacional.
O chefe de governo espanhol anunciou ainda que apresentará formalmente a proposta de rompimento do acordo às instituições da União Europeia na próxima terça-feira (21).
A Espanha pretende buscar apoio entre os demais países-membros do bloco para ampliar a pressão diplomática sobre o governo israelense.
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