A Marinha dos Estados Unidos decidiu encerrar definitivamente a trajetória do USS Boise, após anos fora de operação e sucessivos atrasos em sua manutenção.
A embarcação estava parada desde 2015 e passou a simbolizar os desafios enfrentados pela frota americana na gestão de reparos e recursos.
A decisão foi confirmada pelo secretário da Marinha, John Phelan, em entrevista à Fox News na sexta-feira (10). Segundo ele, a medida permitirá economia significativa de recursos, além de liberar mão de obra e capacidade técnica nos estaleiros para outras embarcações em atividade.
O submarino passou quase uma década sem realizar patrulhas e acumulava uma série de problemas técnicos.
Em 2024, foi aprovado um contrato de cerca de US$ 1,2 bilhão para tentar viabilizar sua recuperação, mas os custos cresceram expressivamente, chegando a aproximadamente US$ 3 bilhões, sem garantia de conclusão.
Além do aumento das despesas, o USS Boise já apresentava limitações operacionais importantes. A embarcação perdeu sua certificação completa em 2016 e, no ano seguinte, ficou impossibilitada de realizar mergulhos, tornando-se inviável para missões de combate.
Mesmo com a eventual conclusão dos reparos, estimativas indicavam que o submarino teria apenas cerca de 20% de sua vida útil restante. Esse fator pesou na decisão final de desativação.
O caso evidencia os desafios financeiros e técnicos envolvidos na manutenção de equipamentos militares de alta complexidade, especialmente em um contexto de pressão sobre os orçamentos e a prontidão operacional das forças armadas dos Estados Unidos.
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