Mesmo diante das críticas ao preço dos ovos de chocolate, a Páscoa segue como uma das datas mais relevantes para o consumo no Brasil.
Um levantamento recente aponta que cerca de 90% dos brasileiros pretendem comprar produtos típicos neste ano, o que representa aproximadamente 148 milhões de consumidores — número superior ao registrado no ano passado.
Apesar da alta adesão, a percepção de custo elevado ainda pesa: 69% dos entrevistados consideram que os ovos de Páscoa têm preços injustos quando comparados a barras de chocolate de mesmo peso.
A intenção de compra varia de acordo com a renda. Entre consumidores de maior poder aquisitivo, o índice chega a 95%, enquanto na classe média é de 88% e, nas faixas de menor renda, atinge 80%. O interesse também é maior entre pessoas com filhos, alcançando 93%, contra 82% entre aqueles que não têm.
Entre os que planejam comprar chocolates, 69% afirmam que irão presentear alguém, enquanto 67% pretendem consumir os produtos por conta própria. Além disso, 63% dizem que devem adquirir ovos de Páscoa para consumo pessoal.
O preço aparece como o principal fator de decisão para 61% dos consumidores. Outros critérios relevantes incluem qualidade dos ingredientes, tamanho, marca e diversidade de sabores. Aspectos como embalagem, brindes e opções voltadas a dietas específicas também influenciam, mas com menor peso.
Um dos destaques do levantamento é o crescimento da preferência por chocolates artesanais. Cerca de 68% dos consumidores afirmam optar por produtos feitos por pequenos produtores, sinalizando valorização de itens personalizados e, muitas vezes, mais acessíveis.
No público infantil, os ovos de Páscoa continuam liderando a preferência, citados por 68% dos entrevistados. Já entre adultos, há maior equilíbrio entre ovos e outros formatos de chocolate, tanto na compra quanto na expectativa de presente.
Além de impulsionar o consumo, a data também abre espaço para geração de renda. Aproximadamente 22% dos brasileiros pretendem produzir ou vender chocolates, com maior participação entre jovens e pessoas de menor renda, que veem na Páscoa uma oportunidade de empreendedorismo.
Mais do que o aspecto comercial, a celebração mantém seu valor simbólico. A maioria dos entrevistados associa a data a momentos em família e encontros especiais, reforçando o caráter afetivo que acompanha a tradição.
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