A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta terça-feira (24), com a intensificação dos confrontos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, ampliando os temores de uma guerra regional de maiores proporções.
De acordo com o Crescente Vermelho do Irã, bombardeios recentes destruíram cerca de 82 mil estruturas civis no território iraniano, incluindo 281 unidades de saúde, como hospitais, clínicas e farmácias. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Tel Aviv e regiões do norte israelense, além de atingir alvos em países do Golfo.
Um dos ataques iranianos atingiu uma base militar dos EUA no Bahrein, resultando na morte de um militar dos Emirados Árabes Unidos e deixando outros feridos, alguns em estado grave. O episódio elevou a tensão na região e aumentou o risco de envolvimento direto de países do Golfo no conflito.
Segundo a Bloomberg, países como Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos avaliam reagir militarmente caso novos ataques iranianos atinjam infraestruturas energéticas.
A instabilidade já impacta o mercado global, com o petróleo tipo Brent ultrapassando os 100 dólares por barril, gerando reflexos no abastecimento em países como Índia, Filipinas e Eslovênia, além de corrida a postos no Chile.
Em outra frente, Israel mantém ofensiva contra o Líbano, onde mais de mil pessoas morreram e mais de um milhão ficaram desalojadas. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que pretende ocupar o sul do país até o rio Litani, com o objetivo de estabelecer uma zona de segurança.
Desde meados de março, forças israelenses destruíram pontes e intensificaram a demolição de casas próximas à fronteira, ações que, segundo o direito internacional, podem configurar violações por atingirem estruturas civis.
O histórico de conflitos entre Israel e o Líbano inclui a ocupação do sul libanês entre 1982 e 2000, período que contribuiu para o surgimento do Hezbollah, atualmente envolvido nos confrontos.
O cenário reforça a preocupação internacional com uma possível ampliação do conflito, com impactos diretos na segurança global e na economia, especialmente no setor energético.
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