O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (22) que o Irã deixou de ser uma ameaça relevante e declarou que o novo “grande inimigo” do país seria o Partido Democrata.
A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social, onde Trump escreveu que a legenda rival representa uma força “extremamente incompetente” e alinhada à extrema esquerda. A fala ocorre em um momento de forte polarização política interna e de intensificação das tensões internacionais.
Escalada no Oriente Médio
O posicionamento de Trump acontece após uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizada em 28 de fevereiro. A operação atingiu diversas regiões da capital Teerã, com registro de explosões e ataques com mísseis.
Após a ação, o próprio presidente norte-americano confirmou a participação dos EUA e indicou que novas ofensivas poderiam ocorrer, elevando o nível de alerta global.
A operação foi motivada por pressões de Washington e Tel Aviv em relação ao programa nuclear iraniano. Enquanto os aliados defendem que o país interrompa suas atividades, o Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos.
Impactos e mortes
Durante os ataques, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu, assim como integrantes de alto escalão do governo iraniano. A ofensiva provocou uma resposta imediata de Teerã, que lançou múltiplas ondas de mísseis contra Israel e bases militares dos EUA na região.
Segundo autoridades iranianas, o número de mortos já ultrapassa 1.400 pessoas. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmam que mais de 5 mil alvos foram atingidos nos primeiros dez dias de operação.
Resposta internacional
A ofensiva gerou críticas de potências globais. Rússia e China classificaram os ataques como inaceitáveis, destacando que a ação ocorreu em meio a negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã.
Os chanceleres Sergey Lavrov e Wang Yi defenderam a retomada do diálogo e alertaram para o risco de ampliação do conflito.
Mudança na liderança iraniana
Após a morte de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei foi anunciado como novo líder supremo do Irã em 8 de março. Em seu primeiro pronunciamento, prometeu retaliar cada morte causada pelos ataques e reforçou o discurso de resistência.
Crise energética global
Como resposta estratégica, o Irã impôs restrições severas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo. Cerca de 20% do petróleo e gás comercializados globalmente passam pela região.
A medida provocou alta imediata nos preços internacionais dos combustíveis e acendeu um alerta sobre possíveis impactos econômicos em escala global.
O cenário segue instável, com risco de novos confrontos e efeitos diretos sobre a economia, a segurança internacional e o abastecimento energético.
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