O Irã emitiu um alerta firme nesta quinta-feira (19) sobre novas represálias caso suas infraestruturas estratégicas sejam atacadas novamente.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou em mensagem no X que a resposta do país ao recente ataque israelense utilizou apenas uma fração do poder militar, mantendo a moderação por respeito a pedidos de desescalada, e que “não haverá moderação alguma se nossas infraestruturas forem atacadas novamente”.
Ele acrescentou que qualquer desfecho do conflito deverá considerar os danos causados às instalações civis iranianas.
O alerta ocorre após a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, em um ataque atribuído a Israel, que motivou um contra-ataque massivo iraniano na madrugada de quarta-feira (18). Segundo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI), a operação foi “relâmpago e de alta intensidade”.
O conflito na região se intensifica desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques conjuntos contra o Irã, atingindo diversas áreas de Teerã e resultando na morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de altos oficiais iranianos.
O país persa respondeu com múltiplas ondas de mísseis balísticos contra Israel e bases americanas na região. Até o momento, os ataques causaram mais de 1.300 mortes no Irã.
A ofensiva conjunta gerou condenações internacionais. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, classificaram os ataques como “inaceitáveis” e destacaram a necessidade de preservar o diálogo entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
O cenário continua elevando a tensão regional, com impactos diretos em segurança, energia e política internacional.
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