ATUALIZAÇÃO – Já são três pessoas presas no âmbito da operação Ulysses, deflagrada na segunda-feira (16) pela Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Carlos Victor Carvalho, também conhecido por CVC, autoproclamado líder do movimento “direita Campos” foi preso na manhã desta quinta-feira (19).
Ele era o único procurado pela PF no âmbito desta operação que encontrava foragido, mas foi encontrado pela PF em um pousada em Guaçuí, no município do Espírito Santo.
Os alvos neste inquérito são financiadores e participantes dos atos terroristas do último dia 8 em Brasília e manifestações em frente a quartéis do Exército.
Uma mulher de 48 anos, identificada como Elisângela Cunha Pimentel Braga, se apresentou à PF no fim da noite de segunda-feira (16), acompanhada de um advogado.
No primeiro dia da operação Ulysses foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Na ação, a PF apreendeu celulares, computadores e documentos. Também na segunda-feira, a PF prendeu no âmbito da mesma operação o subtenente Roberto Henrique de Souza Júnior, de 52 anos.
O militante está nomeado na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), no gabinete do deputado Filipe Poubel (PL) com salário de R$ 5.588.37.
Entre as condutas investigadas pela PF, estão: associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais.
De acordo com a Polícia Federal, durante a investigação, foi possível colher provas capazes de vincular os investigados à organização dos eventos terroristas do dia 8 de janeiro em Brasília e em manifestações em frente a quartéis militares depois do segundo turno das eleições.
Com base em fotos e documentos, a Polícia Federal deve desdobrar a operação. Os elementos de convicção são fartos, incluindo imagens na porta dos quartéis de Campos e Macaé.
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