A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou o ano legislativo sob comando interino após o presidente da Casa, deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), solicitar licença do mandato pela segunda vez em menos de dois meses. O novo afastamento foi formalizado no início de fevereiro e se estende até o dia 11, segundo informações divulgadas pela imprensa fluminense .
De acordo com a Alerj, Bacellar alegou motivos pessoais para a licença e não participou da abertura oficial dos trabalhos legislativos de 2026. O pedido ocorre após outro afastamento semelhante registrado em dezembro de 2025, pouco antes do recesso parlamentar .
Apesar de continuar oficialmente como presidente eleito da Assembleia, Rodrigo Bacellar está impedido de exercer a função por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas a operações policiais no Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, Bacellar chegou a ser preso durante a Operação Unha e Carne e, posteriormente, foi colocado em liberdade com medidas cautelares, incluindo o afastamento da presidência da Alerj .
Com o afastamento, quem assumiu a presidência da Assembleia Legislativa de forma interina foi o deputado estadual Guilherme Jandre Delaroli, do Partido Liberal (PL). Delaroli ocupava o cargo de primeiro vice-presidente da Casa e passou a responder pela condução dos trabalhos legislativos desde a decisão judicial que afastou Bacellar .
Guilherme Delaroli foi eleito deputado estadual em 2022 e é natural de Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense. Sua atuação à frente da Alerj ocorre em um momento de forte atenção política e institucional, diante das investigações envolvendo a antiga cúpula da Casa e do impacto dessas decisões no funcionamento do Legislativo estadual .
Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma data para o retorno de Rodrigo Bacellar às funções parlamentares, nem se ele poderá reassumir a presidência da Assembleia após o término da licença e das medidas cautelares impostas pelo STF.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











