Direto da redação. Com o fim do recesso e a proximidade do retorno das atividades escolares, famílias de todo o país voltam a enfrentar um velho problema: o alto custo do material escolar. No Rio de Janeiro, a situação chama ainda mais atenção. Um levantamento recente identificou aumentos expressivos nos preços de itens básicos, com variações que chegam a até 800%, muito acima de qualquer índice inflacionário razoável.
O estudo foi realizado pelo Procon Carioca ao longo do mês de janeiro e analisou os preços praticados nos principais sites de comércio varejista. Ao todo, foram avaliados 17 produtos comuns nas listas escolares, como lápis, borracha, apontador, régua, giz de cera, cadernos, papel A4, mochilas e lancheiras. Para garantir a comparação correta, o órgão considerou sempre os mesmos fabricantes, cores e referências.
Os dados revelam diferenças consideradas abusivas. Um dos exemplos apontados foi o de uma régua de 30 centímetros, vendida por R$ 3,10 em uma loja e por R$ 29 em outra, uma variação de 835%. Em outro caso, um conjunto de giz de cera com 12 cores custava R$ 8,10 em um estabelecimento e R$ 54,90 em outro, representando um aumento de 578%.
Segundo o Procon, não há justificativa econômica que sustente reajustes dessa magnitude. Por isso, o órgão reforça a orientação para que os consumidores pesquisem preços antes de efetuar as compras, comparando diferentes lojas físicas e virtuais. A recomendação é evitar decisões por impulso e desconfiar de valores muito acima da média do mercado.
No Rio de Janeiro, o alerta ganha ainda mais relevância com a proximidade do início do ano letivo. As escolas da rede municipal retomam as aulas no dia 4 de fevereiro, enquanto a rede estadual inicia as atividades no dia 5. Diante desse cenário, a pesquisa de preços pode ser decisiva para aliviar o impacto no orçamento das famílias.
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