Dormir bem não é apenas uma questão de conforto: é essencial para a saúde física e mental, principalmente na infância e adolescência. Especialistas alertam que o uso excessivo de celulares e outras telas antes de dormir tem criado uma verdadeira “disputa” entre o sono e os aparelhos eletrônicos, prejudicando a qualidade do descanso.
A falta de sono suficiente nessa fase da vida, conhecida como síndrome do sono insuficiente, pode desencadear depressão, ansiedade e até aumentar o risco de doenças graves no futuro. O corpo de crianças e adolescentes passa por intensas transformações hormonais e de crescimento, exigindo mais horas de descanso do que o de um adulto.
Estudantes relatam rotina cansativa: acordam cedo, vão para a escola, realizam tarefas domésticas, estudam e ainda tentam conciliar momentos de lazer com videogame ou atividades físicas. Mesmo assim, muitas vezes recorrem a telas à noite na tentativa de relaxar, sem saber que a exposição à luz azul prejudica o sono.
Segundo especialistas, o déficit de descanso afeta atenção, concentração, raciocínio, aumenta irritabilidade e pode favorecer obesidade e diabetes. O corpo, mesmo jovem, “cobra” a falta de sono com consequências reais.
Pais também precisam rever hábitos: chamar os filhos de preguiçosos pode ser injusto, pois o corpo e a mente estão em constante atividade durante essa fase. Diretrizes recomendam que crianças até 2 anos tenham zero exposição a telas, e, após essa idade, o uso seja controlado. Pequenas mudanças, como manter aparelhos fora do quarto e criar rotinas de sono consistentes, podem transformar o descanso em um verdadeiro pilar para saúde e desenvolvimento equilibrado.
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