O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta segunda-feira (5) a uma audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, onde foram formalmente informados sobre as acusações que enfrentam nos Estados Unidos, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse ilegal de armas de grande porte.
Durante a sessão, Maduro declarou: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente… sou um prisioneiro de guerra”, reforçando seu posicionamento de que sua detenção pelos EUA é injusta. Cilia Flores também se declarou inocente de todas as acusações. O casal acompanhou a audiência com fones de ouvido para tradução simultânea das informações apresentadas pelo juiz.
A defesa de Maduro é conduzida pelo advogado Barry Pollack, conhecido por ter atuado em casos de grande repercussão, como o de Julian Assange, e pelo co-advogado Mark Donnelly. No momento, a defesa não solicitou liberdade provisória, mas poderá apresentar pedido de fiança em futuras audiências. A próxima sessão foi marcada para 17 de março.
O caso gerou forte reação internacional. A Venezuela exige a libertação imediata do casal, com o representante permanente do país na ONU, Samuel Moncada, afirmando que os Estados Unidos devem respeitar as imunidades de Maduro e de sua esposa e garantir seu retorno seguro ao território venezuelano.
A situação segue sob intenso acompanhamento global, não apenas pelo contexto jurídico, mas também pelas implicações diplomáticas e geopolíticas, alimentando debates sobre soberania, imunidade de chefes de Estado e impactos potenciais sobre a estabilidade na América Latina.
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