A maior parte dos brasileiros avalia que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está relacionada às próprias ações e a episódios envolvendo familiares. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (1º), que investigou a percepção da população sobre os fatores que levaram à detenção do ex-mandatário.
De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados apontam atos ligados a familiares como o principal motivo da prisão. Em seguida, 32% avaliam que o dano à tornozeleira eletrônica foi decisivo para a medida judicial, atribuindo peso central ao episódio na decisão.
Já 21% dos participantes afirmam que Bolsonaro é vítima de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Outros motivos aparecem com menor relevância: 16% citaram o risco de fuga para fora do país e 4% associaram a prisão à vigília organizada em frente à residência do ex-presidente, liderada por seu filho, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A pesquisa também evidencia diferenças significativas conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que consideram o dano à tornozeleira como causa da prisão, 44% são eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 51% se identificam como de esquerda, embora não tenham votado em Lula. No campo da direita, 18% se declaram bolsonaristas, enquanto 23% dizem não ser eleitores de Bolsonaro.
A tese de perseguição política, por sua vez, encontra baixa adesão entre eleitores de esquerda, com apenas 5% concordando com essa avaliação. Entre os entrevistados de direita, o índice sobe para 41%, reforçando o grau de polarização em torno do tema. No grupo dos independentes, 16% afirmam acreditar que a prisão tem motivação política.
O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios brasileiros, entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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