Em Sydney, um cemitério muçulmano sofreu um ato de vandalismo na madrugada de segunda-feira (15), quando foram deixadas cabeças de porco no local. O incidente acontece em meio à comoção provocada pelo ataque terrorista que matou 16 pessoas durante as celebrações do Hanukkah, na praia de Bondi, no domingo (14).
A polícia retirou os restos de animais, considerados ritualmente impuros no islã, e iniciou investigação sobre o caso. Ahmad Hraichie, diretor funerário do cemitério administrado pela Associação Muçulmana Libanesa, classificou o ato como “insensato e odioso”.
O ataque a tiros na praia de Bondi foi cometido por Sajid Akram e seu filho, Naveed Akram, deixando 15 vítimas fatais, além de feridos e explosivos encontrados em um veículo ligado aos suspeitos. Em resposta, líderes islâmicos anunciaram que não realizarão ritos fúnebres tradicionais nem aceitarão os corpos dos atacantes em cemitérios muçulmanos, alegando que a violência é contrária aos princípios do islã.
O atentado, ocorrido em uma das áreas mais turísticas da cidade, causou pânico entre frequentadores e participantes do evento religioso. Autoridades classificaram o caso como ato terrorista, reforçaram a segurança em outros pontos de Sydney e investigam motivações e possíveis ameaças adicionais. O incidente gerou repercussão internacional, sendo amplamente condenado como ataque de cunho antissemita.
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