O Ministério da Saúde realiza neste fim de semana o maior mutirão de cirurgias já promovido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa mobiliza nove hospitais e institutos federais vinculados à pasta, 45 hospitais universitários, além de Santas Casas, entidades filantrópicas e unidades privadas que passaram a atender pelo SUS. A ação acontece simultaneamente em todos os estados do país.
De acordo com o Ministério, mais de 200 hospitais aderiram ao mutirão, que integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados, com foco na redução das filas e do tempo de espera na rede pública.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (12) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda no Rio de Janeiro. Segundo ele, a dimensão da mobilização é inédita na história do SUS.
“São mais de 200 hospitais já inscritos. Todos os hospitais universitários federais que já tinham feito dois mutirões ao longo deste ano, o último em setembro. Agora tivemos também a adesão das Santas Casas, de hospitais filantrópicos e até de hospitais privados que não atendiam pelo SUS e passaram a atender por meio do Agora Tem Especialistas. Nunca se fez algo parecido com isso no SUS do Brasil”, afirmou o ministro.
Durante o evento, Padilha também destacou a reestruturação dos hospitais federais localizados no estado do Rio de Janeiro, que está sendo realizada em parceria com o governo estadual e as prefeituras.
“Nós estamos muito confiantes de que essa reestruturação dos hospitais federais do Rio de Janeiro, em parceria com o município e com o governo do estado, pode promover uma grande transformação e fazer com que essas unidades voltem a ser referência e excelência para a saúde do país”, declarou.
Além do mutirão, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 85 milhões para fortalecer o atendimento especializado nos municípios de Nilópolis e São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Os recursos serão destinados à ampliação da oferta de consultas, exames, cirurgias e internações, reforçando a capacidade da rede pública de saúde na região.
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