O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou nesta quarta-feira (19) a anulação de três questões objetivas do segundo dia do Enem 2025, realizado no último domingo (16). A decisão foi tomada após relatos na internet sobre o vazamento de questões semelhantes em uma transmissão ao vivo no YouTube, dias antes da aplicação da prova.
Para preservar a isonomia entre os participantes, o Inep antecipou a publicação dos gabaritos em um dia e realizou análise técnica das questões anuladas como medida preventiva.
As perguntas retiradas variam conforme a cor do caderno de provas — amarelo, verde, azul, cinza, roxo e laranja — que contêm as mesmas 90 questões de matemática e ciências da natureza, mas em ordens diferentes. No caderno amarelo (caderno 5), por exemplo, foram anuladas as questões 115, 121 e 178. Elas abordavam:
- Física: acústica, nível sonoro e logaritmos;
- Biologia: fotossíntese;
- Matemática: álgebra e equações do segundo grau.
O movimento social #AnulaEnem começou a se organizar nas redes sociais, com atos previstos em Brasília na sexta-feira (21) e em outros estados no sábado (22), reivindicando a anulação completa do exame. Apesar disso, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as demais questões do segundo dia permanecem válidas. “Para garantir que todos não fossem prejudicados por essas três questões, o Inep as anulou, mas continuam valendo os outros 87 itens e a redação”, destacou em entrevista à TV Educativa do Ceará.
O vazamento ocorreu durante uma transmissão ao vivo feita por um participante do pré-teste do Enem, etapa experimental sigilosa que avalia novas questões antes de serem incluídas no Banco Nacional de Itens (BNI). Apenas as questões que atendem a todos os critérios técnicos são utilizadas nas provas futuras.
O Inep acionou a Polícia Federal para investigar o caso e responsabilizar os envolvidos. “Determinamos à Polícia Federal que tomasse todas as medidas legais e apurasse a confidencialidade desse fato”, afirmou o ministro Camilo Santana.
O episódio reforça a necessidade de rigor na segurança do Enem, exame aplicado a milhões de estudantes em todo o país, garantindo confiabilidade e isonomia nos processos de avaliação.
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