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Frio deve matar mais gente em países da Europa do que na guerra da Ucrânia

Levantamento realizado pelo jornal britânico The Economist prevê 147 mil mortes em decorrência de fatores associados ao custo da energia durante o inverno europeu

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
27/11/2022 - 12:29
em Mundo
Crise energética na Europa: o impacto da elevação no custo de vida, a crise social e o impacto no número de mortes.

Bandeira da União Europeia sobre a neve | Foto de Getty Images/Reprodução

O número de pessoas mortas na Europa durante o inverno será maior do que no campo de batalha na guerra da Ucrânia, por causa dos custos de energia, de acordo com reportagem do jornal semanal britânico The Economist.

O semanário destaca que o custo atual da energia provavelmente levará um quantitativo de mortes na ordem de 147.000 (confira dados abaixo), se houver um inverno típico no continente.

A publicação explicou o impacto provocado por um forte aumento nos preços da eletricidade, sobre o número de mortes durante o inverno nos países europeus.

Em caso de temperaturas amenas, levando em conta o inverno mais quente durante os últimos 20 anos para cada país, esse número cairia para 79.000, um aumento de 2,7%. E com o inverno mais rigoroso, caso se repita uma temporada mais fria em cada país desde 2000, esse número subiria para 185.000, um aumento de 6%.

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A análise avaliou a gravidade da temporada que registra aumento nos casos de gripe (em decorrência da queda de temperatura) e os preços da energia como os principais fatores responsáveis pelo número de óbitos que deverão ocorrer no período.

Portanto, o clima, demografia, gripe, eficiência energética, renda, gastos do governo e custos de eletricidade estão intimamente relacionados com a elevação do custo de uma ampla variedade de combustíveis utilizados para o aquecimento durante a temporada. 

A previsão é de que a Itália, por exemplo, registre mais mortes, devido a um aumento de quase 200% nos custos de eletricidade desde 2020, isso associado ao maior nível de envelhecimento da população.

Em toda a Europa, mais 28% de pessoas com pelo menos 80 anos, representam 49% da mortalidade total. Essa população idosa morre mais nos meses de frio do que nos mais quentes. 

Em média, em um inverno 1 °C mais frio do que o normal para um determinado país, 1,2% mais pessoas morrem, de acordo com as estatísticas da The Economist.

Os altos preços dos combustíveis podem exacerbar o efeito das baixas temperaturas sobre as mortes, levando as pessoas a usar menos aquecedores, aumentando sua exposição ao frio.

Dado o clima médio, o levantamento constatou que um aumento de 10% nos preços da eletricidade está associado a um aumento de 0,6% nas mortes, embora esse número seja maior nas semanas frias e menor nas leves.

O relatório observa que, devido aos ataques russos à sua infraestrutura, a Ucrânia sofreria mais baixas civis do que qualquer outro país.

O número de soldados que se acredita terem morrido na Ucrânia é estimado entre 25.000 e 30.000 para cada lado.

Na semana passada, o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, alertou que, se a guerra na Ucrânia não terminar quando o próximo inverno chegar, o setor de energia da Europa enfrentará riscos mais sérios do que este ano.

Como resultado do aumento das sanções ocidentais contra a Rússia, o preço do gás e da eletricidade para casas residenciais na Europa aumentou significativamente. Antes da guerra, a Rússia fornecia de 40 a 50% do gás natural da União Europeia.

No domingo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, culpou as autoridades europeias pela crise energética e pela falta de combustível no continente.

*Da Presstv com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara. 

Tags: #Europa crise energética#Frio na Europa#Mortes no inverno europeu
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