O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, apresentou nesta segunda-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) esclarecimentos sobre a Operação Contenção, deflagrada na semana passada para cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV). A ação deixou mais de 120 mortos e gerou questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas.
A reunião entre Castro e Moraes ocorreu na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, e teve como objetivo detalhar a operação. Em documento enviado ao STF, o governador ressaltou que os confrontos foram concentrados em áreas de mata para minimizar riscos a moradores e evitar tiroteios próximos a escolas, postos de saúde e residências.
Castro defendeu a ação policial como necessária diante de barricadas erguidas por criminosos, classificando a atuação do Estado como legítima e voltada à proteção da sociedade, com observância ao Estado Democrático de Direito e respeito aos direitos humanos.
Entre os pontos destacados pelo governador, estão:
- Relatório da operação: criminosos utilizaram fuzis, roupas camufladas e táticas de guerrilha urbana, erguendo barricadas e lançando artefatos explosivos contra as equipes policiais.
- Força policial: aproximadamente 2,5 mil agentes, entre civis e militares, com apoio de inteligência estadual e federal, atuaram com fuzis, pistolas e viaturas blindadas.
- Resultados: 117 criminosos mortos, 4 policiais mortos, 13 agentes feridos, 4 civis feridos e 2 opositores presos ou feridos.
- Segurança e transparência: utilização de câmeras corporais, acompanhamento das corregedorias e do GAECO/MPRJ, além de comunicação imediata ao Ministério Público.
- Assistência às vítimas: seis ambulâncias foram posicionadas em locais estratégicos para atendimento emergencial.
- Preservação da cena: embora a área de mata tenha dificultado a preservação de vestígios, a perícia atuou assim que possível.
- Respeito a escolas e unidades de saúde: nenhuma dessas instalações foi utilizada como base operacional.
O governador reforçou que toda a operação seguiu planejamento prévio, observando o princípio da proporcionalidade no uso da força, a legalidade das ações e o compromisso com a proteção de moradores.
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