A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro interceptou conversas entre integrantes do Comando Vermelho (CV) que revelam a negociação de drones equipados com câmeras térmicas — tecnologia capaz de detectar pessoas mesmo durante a noite. Segundo a investigação, o objetivo da facção é utilizar os equipamentos para acompanhar incursões policiais e fortalecer o controle territorial em comunidades.
As descobertas fizeram parte da motivação para a megaoperação realizada nesta semana, que resultou em mais de 120 mortos, de acordo com informações do portal g1 publicadas nesta sexta-feira (31). Além dos drones, o CV já mantém uma ampla rede de câmeras fixas em comunidades do Rio para monitorar tanto ações policiais quanto movimentações de grupos rivais. Essa estrutura reforça o alto nível de organização e sofisticação tecnológica da facção, que combina vigilância, armamento pesado e estratégias de controle territorial.
Nas mensagens interceptadas, um traficante afirma preferir o modelo “térmico” em vez de drones com câmeras convencionais. Outro membro do grupo responde que o crime organizado precisa “se adequar à tecnologia”. Os equipamentos seriam usados principalmente no Complexo da Penha, uma das principais bases do CV, devido à sua localização estratégica e fácil acesso às vias expressas da cidade.
De acordo com a DRE, o Comando Vermelho controla atualmente cerca de 1.028 comunidades em todo o estado do Rio de Janeiro. Essa expansão tem ampliado a demanda por recursos, armamentos e novos integrantes. As mensagens também revelam uma rígida estrutura interna, com plantões definidos, controle de pagamentos, punições e até ordens diretas para tortura e execuções.
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