Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (16) em cinco estados brasileiros fiscaliza 24 empresas atuantes no setor sucroalcooleiro para tentar rastrear o uso de metanol em bebidas alcoólicas. A ação, chamada de Operação Alquimia, é realizada por uma força-tarefa que reúne agentes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além das empresas do setor, a operação também mira importadores e distribuidores de metanol nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A ação é um desdobramento das operações Boyle e Carbono Oculto, que investigaram a adulteração de combustíveis por metanol e revelaram esquemas de empresas de fachada para comercialização irregular da substância.
Segundo a Receita Federal, há fortes indícios de que o combustível adulterado esteja sendo usado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas, oferecendo alto risco à saúde pública. A Polícia Federal explicou que o objetivo é coletar e analisar amostras para atestar a regularidade das composições químicas e subsidiar investigações sobre desvio e contaminação de bebidas alcoólicas desde setembro de 2025.
Foram selecionadas empresas com base no potencial de envolvimento na cadeia do metanol, incluindo importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas. Ao todo, 80 policiais e 70 servidores participaram das ações em diversas cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
O metanol é altamente tóxico e seu uso em bebidas alcoólicas é proibido. Mesmo níveis baixos podem causar sérios danos à saúde. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, prejuízos do setor de bebidas e sonegação de tributos com práticas irregulares chegam a R$ 85,2 bilhões.
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