Milhões de pessoas voltaram às ruas neste sábado (18) nos Estados Unidos em protestos conhecidos como “No Kings” (“Sem Reis”), uma mobilização nacional contra o governo de Donald Trump e suas recentes medidas consideradas autoritárias por ativistas e grupos de defesa de direitos civis.
As manifestações — organizadas por uma coalizão de entidades como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), a Indivisible e o movimento 50501 — aconteceram simultaneamente em mais de 2.600 cidades, incluindo Nova York, Washington D.C., Chicago, Atlanta, Los Angeles e San Francisco.
Os organizadores estimam que milhões de pessoas tenham participado dos atos, comparáveis às mobilizações de junho deste ano.
O nome do movimento, “No Kings”, simboliza a rejeição ao que os manifestantes classificam como tentativas de Trump de governar “como um monarca”, ignorando limites constitucionais e ampliando o poder do Executivo sobre temas como imigração, segurança e liberdade de imprensa.
“Estamos nas ruas pelas famílias imigrantes sob ataque, pelas comunidades aterrorizadas pelo policiamento militarizado e por todos aqueles cujos direitos estão ameaçados pela crueldade deste governo”, afirmou a ACLU em nota enviada à imprensa.
Além das organizações sociais, diversas celebridades declararam apoio às manifestações, entre elas Jane Fonda, Kerry Washington, John Legend, Alan Cumming e John Leguizamo. O grupo político Home of the Brave informou ter gasto US$ 1 milhão em anúncios nacionais para divulgar o movimento.
Reação do governo e da oposição
Líderes republicanos tentaram minimizar os protestos, classificando-os como “manifestações de ódio à América”. O presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, chamou os atos de “rallies antiamericanos”, enquanto a Casa Branca afirmou que o governo “segue comprometido em garantir a ordem e a segurança pública”.
Apesar disso, a imprensa americana destacou o caráter pacífico da maioria das manifestações, com marchas, apresentações culturais e discursos voltados à defesa da democracia e dos direitos civis.

Analistas políticos apontam que os protestos “No Kings” refletem uma crescente polarização política nos Estados Unidos às vésperas das eleições presidenciais de 2026, em que Trump busca consolidar sua base conservadora e neutralizar críticas sobre autoritarismo e repressão a opositores.
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