A Prefeitura do Rio inaugurou nesta sexta-feira (17/10) o primeiro aterro público exclusivo para resíduos da construção civil (RCC), situado em Gericinó, na Zona Oeste da cidade. Com uma área inicial de 40,6 mil m², o espaço tem capacidade para receber até 250 toneladas diárias de entulho. A expectativa é que, em até cinco anos, o aterro processe cerca de 480 mil toneladas — o equivalente a 128 piscinas olímpicas cheias de resíduos.
Atualmente, a Comlurb recolhe cerca de mil toneladas de entulho por dia, grande parte descartada de forma irregular. O novo aterro tem como principal objetivo reduzir esse descarte indevido, especialmente em bairros como Bangu, Realengo e Campo Grande, que sofrem com o acúmulo irregular de entulho.
Localizado ao lado do antigo aterro para resíduos orgânicos, fechado em 2014, o espaço ocupará mais de 111 mil m² após a conclusão da segunda etapa. Desde o dia 1º de outubro, o local está em fase de testes, recebendo resíduos coletados pela Comlurb em ecopontos e em operações de remoção mecanizada.
O descarte pode ser solicitado gratuitamente pela população através do WhatsApp da Central de Atendimento 1746, com limite de 150 sacos de 20 litros por pedido. Além disso, empresas e cidadãos podem entregar entulho diretamente no aterro, mediante pagamento de R$ 30 por tonelada.
O prefeito Eduardo Paes destacou o impacto positivo do projeto para a cidade: “A Comlurb tem investido em eficiência e oferecido alternativas para a população. A economia prevista, ao evitar o transporte para Seropédica, é de R$ 80 milhões por ano — recursos que poderão ser aplicados em hospitais, escolas e unidades de saúde.”
Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, a nova gestão trouxe organização para o setor: “Havia uma situação crítica com os caçambeiros, mas hoje, com planejamento e gestão, a Comlurb é um exemplo de eficiência.”
Está prevista para o segundo semestre de 2027 a implantação de uma Usina de Beneficiamento de RCC no local, que transformará os resíduos em insumos para construção civil, como pó de pedra, brita e bica corrida.
Jorge Arraes, presidente da Comlurb, afirmou que foram investidos cerca de R$ 35 milhões no projeto. “O Rio virou a página. Não existe mais desculpa para o descarte irregular de entulho. Isso melhora a logística e reduz os custos da cidade.”
O aterro foi licenciado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para receber resíduos não perigosos das classes A, B e C, abrangendo materiais de demolição, reformas, pavimentação e terraplanagem, como tijolos, blocos, telhas, azulejos e restos cerâmicos. Importante ressaltar que somente entulho limpo, sem mistura com lixo doméstico, será aceito no local.
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