Durante visita oficial à China, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conheceu nesta terça-feira (14) o Hospital Universitário Tiantan, localizado em Beijing, referência internacional em saúde inteligente. O modelo, que integra tecnologia de ponta ao acompanhamento contínuo do paciente, deverá inspirar o primeiro hospital público inteligente do Brasil, com inauguração prevista para final de 2027, em São Paulo.
Segundo Padilha, o hospital chinês utiliza soluções digitais que permitem monitorar pacientes após a alta médica, registrar todas as informações clínicas e integrar equipes médicas em tempo real, mesmo à distância. “O paciente volta para casa, o hospital registra todas as suas informações, os médicos debatem os casos e ele espera a consulta. Isso reduz gastos e melhora a qualidade do atendimento”, afirmou.
Hospital inteligente brasileiro terá 800 leitos
O projeto brasileiro será implementado pelo Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) e prevê a construção de um hospital com 800 leitos voltados para emergências de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras especialidades de alta complexidade.
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é que o hospital esteja plenamente conectado à rede pública de saúde, integrando desde a atenção primária até os serviços de alta complexidade. “Será um cuidado mais rápido, eficaz e humano. É a tecnologia a serviço do SUS, do médico ao paciente, da formação profissional à assistência”, explicou Padilha.
Financiamento com apoio dos Brics
Para viabilizar a construção da unidade, o governo brasileiro já solicitou financiamento ao Banco de Desenvolvimento dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A resposta da instituição financeira deve ser divulgada até o final deste ano.
A iniciativa segue tendências observadas em países como China e Índia, que têm expandido a adoção de hospitais inteligentes como estratégia para otimizar recursos, ampliar o acesso à saúde e qualificar a formação de profissionais por meio de tecnologias como inteligência artificial, prontuário eletrônico e monitoramento remoto.
Se implementado com sucesso, o hospital poderá se tornar referência na modernização da infraestrutura hospitalar do SUS, aproximando o Brasil dos modelos internacionais mais avançados em medicina digital.
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