O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de um atentado na região central do país. De acordo com informações oficiais, o carro presidencial foi atacado com pedras e projéteis enquanto o mandatário chegava a um evento público.
Fontes do governo confirmaram que o veículo ficou com marcas de tiros, embora o presidente não tenha se ferido. Pelo menos cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no ataque.
O episódio ocorre em meio a uma onda de protestos que se espalha por várias regiões do Equador desde o anúncio do corte de subsídios aos combustíveis, especialmente o diesel. A decisão do governo gerou forte reação de movimentos indígenas e trabalhadores rurais, que dependem do combustível para o transporte e a produção agrícola.
Noboa justificou a medida como necessária para equilibrar as contas públicas e reduzir o déficit fiscal, mas líderes indígenas acusam o governo de penalizar as camadas mais pobres da população. Em resposta à escalada da violência, o governo decretou estado de exceção em algumas províncias e classificou parte dos protestos como “atos terroristas”.
As autoridades afirmaram ainda que os responsáveis poderão ser condenados a até 30 anos de prisão. O clima de tensão permanece alto, e forças de segurança foram mobilizadas para conter novos ataques e bloqueios de estradas em todo o país.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












