O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a demissão do chefe do Estado-Maior da Marinha, Jon Harrison, na sexta-feira (3). A decisão retira do cargo um assessor central nas reformas conduzidas pelo governo Trump dentro do Pentágono.
Harrison havia sido nomeado em janeiro e, desde então, desempenhou papel importante em mudanças nos departamentos de política e orçamento da Marinha. Ele atuava em conjunto com John Phelan, megadoador de Trump e atual secretário da Marinha, na tentativa de reduzir a influência do subsecretário do ramo militar sobre a gestão orçamentária.
Em nota enviada ao portal Politico, o Pentágono confirmou a saída de Harrison: “Ele não servirá mais como Chefe de Gabinete do Secretário da Marinha. Somos gratos pelos serviços prestados”.
A demissão ocorre poucos dias após Hung Cao, ex-oficial da Marinha e candidato republicano ao Senado em 2024, ser confirmado como subsecretário. Reportagens indicam que Harrison e Phelan deslocaram assessores que deveriam apoiar Cao, numa estratégia para limitar seu alcance dentro da pasta.
A saída de Harrison é mais um capítulo de meses de instabilidade na gestão de Hegseth. Desde janeiro, o secretário de Defesa e Trump já afastaram mais de meia dúzia de generais de quatro estrelas, incluindo as duas únicas mulheres nesse posto, além do general da Força Aérea CQ Brown Jr., ex-chefe do Estado-Maior Conjunto.
Em maio, Hegseth ordenou um corte de 20% nos oficiais de alta patente. Mais recentemente, em um discurso voltado a generais e almirantes, criticou políticas de diversidade e inclusão no Departamento de Defesa, acusando-o de se tornar um “departamento consciente”. As declarações provocaram reação negativa entre veteranos.
Antes de assumir o cargo, Hegseth era apresentador da Fox News e se destacou como aliado próximo de Trump em pautas militares e políticas.
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