O novo Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira (30) o fim de iniciativas ligadas à identidade de gênero, diversidade e mudanças climáticas nas Forças Armadas norte-americanas. A declaração foi feita durante uma reunião com a alta cúpula militar na base do Corpo de Fuzileiros Navais, em Quantico, Virgínia.
“Chega de meses de identidade, escritórios de DEI, caras de vestido… Chega de adoração à mudança climática, chega de divisão, distração ou ilusões de gênero. Como já disse antes e repito: ‘chega dessa merda’”, afirmou Hegseth, em discurso direto e polêmico.
O secretário disse que é preciso “eliminar a justiça social, o politicamente correto e o lixo ideológico tóxico” das políticas do Departamento. Segundo ele, tais práticas “enfraquecem a prontidão militar” e desviam o foco do objetivo central: vencer guerras.
Mudança de nome e nova postura
Logo no início da reunião, Hegseth anunciou oficialmente a mudança de nome da pasta — de Departamento de Defesa para Departamento de Guerra — afirmando que a mudança simboliza uma guinada estratégica. “A era do Departamento de Defesa acabou. O momento é agora e a causa é urgente”, declarou.
Para ele, o Pentágono deve priorizar o preparo militar e a dissuasão bélica. “Não há tempo para jogos. Nossa missão é combater, preparar-se para a guerra e vencer, de forma implacável e inflexível neste império”, declarou.
As declarações geraram forte repercussão nos Estados Unidos, com críticas e apoio em diferentes espectros políticos e da sociedade civil. A retirada de pautas como diversidade e inclusão do planejamento militar promete acirrar o debate entre setores progressistas e conservadores.
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