O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que as celebrações de Natal no país terão início já em 1º de outubro, antecipando oficialmente a data tradicionalmente comemorada em dezembro. Segundo o mandatário, a decisão busca “defender o direito à felicidade” dos venezuelanos.
Em discurso oficial, Maduro destacou que a antecipação do Natal é uma forma de estimular o espírito de união, esperança e alegria entre a população, ao mesmo tempo em que incentiva o comércio local e as atividades culturais.
A medida, que já havia sido adotada em anos anteriores, gerou reações mistas. Enquanto comerciantes aproveitam para antecipar promoções e decorar estabelecimentos, críticos consideram que a iniciativa tenta desviar a atenção da população das dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pelo país, incluindo inflação elevada e escassez de produtos.
Além disso, a decisão ocorre em um contexto de tensões internacionais, com acusações dos Estados Unidos sobre atividades ilícitas do governo venezuelano e posicionamento militar na região do Caribe. Especialistas alertam que decretos presidenciais não resolvem os desafios estruturais da economia e que o efeito da medida é mais simbólico do que efetivo.
Apesar das críticas, o governo insiste que a antecipação do Natal é uma forma de promover bem-estar e felicidade entre os cidadãos, reafirmando seu papel na vida social e cultural do país.
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