O Brasil registrou mais de 10 mil casos de febre oropouche neste ano, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). A doença viral, transmitida pelo maruim, causa dores de cabeça, musculares e nas articulações e tem apresentado avanço significativo para a região Sudeste, com maior incidência no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Cinco mortes foram registradas em decorrência da doença até o momento. A febre oropouche está incluída na lista de doenças de notificação compulsória e, desde o final de 2023, o diagnóstico é realizado pelo teste PCR, garantindo maior precisão na identificação dos casos.
O vetor da doença, o maruim, é mais comum em áreas rurais e silvestres, diferentemente de mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti. Especialistas recomendam medidas preventivas, como uso de roupas de manga longa e calças, instalação de telas de malha fina em portas e janelas e aplicação de óleo corporal, já que ainda não existe repelente eficaz contra o inseto.
O avanço da febre oropouche preocupa autoridades de saúde e reforça a necessidade de atenção e prevenção, especialmente em regiões com maior incidência de casos.

Mitos e Verdades sobre a Febre Oropouche
Mitos
-
A doença é restrita à Amazônia – já há registros no Sudeste e Nordeste, com mortes confirmadas na Bahia.
-
Há transmissão de pessoa para pessoa – o contágio ocorre exclusivamente pela picada do maruim infectado.
-
Afeta apenas áreas rurais – cidades próximas a rios e áreas de floresta também apresentam risco.
-
Atinge somente adultos – crianças e idosos também podem ser infectados.
Verdades
-
Os sintomas se assemelham aos da dengue – febre, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar. Em até 60% dos casos, há recidiva dos sintomas em duas semanas.
-
Não existe vacina – a prevenção depende do uso de repelentes, roupas de mangas compridas e telas de proteção.
-
A maioria dos pacientes se recupera – a evolução costuma ser benigna, com melhora em até sete dias.
-
O diagnóstico é confirmado por exames – testes como PCR e sorologia detectam a presença do vírus.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










