Mais de 39 milhões de brasileiros foram diagnosticados com covid-19 desde o início da pandemia. Embora a emergência sanitária tenha sido superada, os efeitos do coronavírus ainda persistem no organismo de muitos pacientes. Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) identificou que a doença pode deixar sequelas gastrointestinais prolongadas, com inflamação no esôfago mesmo meses após a recuperação clínica.
O estudo foi realizado com base em exames laboratoriais e biópsias de pacientes que haviam contraído covid-19. Os pesquisadores observaram que, além dos já conhecidos impactos nos pulmões e sistema respiratório, o vírus pode comprometer também o trato digestivo, especialmente o esôfago, provocando uma inflamação crônica que pode ser responsável por sintomas como azia, refluxo, dor ao engolir e desconforto abdominal.
Segundo os autores do estudo, essa inflamação pode persistir por meses após a fase aguda da doença, mesmo em casos leves de covid-19, o que levanta preocupações sobre os efeitos de longo prazo e a necessidade de acompanhamento médico contínuo para os pacientes que apresentam sintomas gastrointestinais recorrentes.
A descoberta reforça a importância de monitorar as sequelas pós-covid, também conhecidas como síndrome da covid longa, e destaca a urgência de políticas públicas voltadas ao cuidado desses pacientes.
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