Durante missão oficial em Israel, uma delegação de prefeitos brasileiros foi surpreendida pela escalada do conflito entre Israel e Irã, que resultou em ataques com mísseis na região. Após conseguirem deixar o território via Jordânia, os gestores divulgaram uma nota conjunta de repúdio ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty.
O motivo da crítica foi um comunicado emitido pelo Itamaraty ainda durante o fim de semana, que afirmava desconhecer a viagem da comitiva e destacava que a missão teria desconsiderado alertas de segurança emitidos desde 2023.
Segundo os prefeitos, a informação é “falsa”, já que os diplomatas brasileiros teriam sido avisados com antecedência sobre a agenda oficial da missão.
“Ao mesmo tempo em que manifestamos nosso repúdio ao teor e ao momento da nota emitida pelo Itamaraty, reconhecemos e agradecemos o valioso apoio que nos tem sido prestado pelas equipes diplomáticas brasileiras e pelos governos locais em Tel Aviv, na Jordânia e na Arábia Saudita, cuja atuação humanitária tem sido essencial para garantir, com segurança, a remoção da delegação da zona de conflito, ainda em curso”, diz o comunicado assinado por autoridades municipais.
Tensão e evacuação da delegação
A missão, que tinha caráter institucional e religioso, incluía visitas a locais sagrados e encontros com representantes locais. O grupo ficou em território israelense quando o Irã lançou uma ofensiva inédita com mísseis e drones, no último sábado (15), como retaliação a ataques anteriores.
Com a intensificação do risco, a delegação foi retirada de Israel com o apoio de diplomatas brasileiros e autoridades estrangeiras, atravessando a fronteira com a Jordânia, de onde seguiram para países vizinhos.
Itamaraty se pronuncia
O Ministério das Relações Exteriores havia informado que não havia sido comunicado oficialmente sobre a viagem da comitiva, e que desaconselhava viagens à região desde 2023 devido à instabilidade. A nota do Itamaraty gerou críticas por parte dos parlamentares ligados à missão e pelas autoridades municipais, que consideraram o momento inadequado diante da situação delicada vivida no país.
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