O governo brasileiro acompanha com atenção a situação do ativista Thiago Ávila, detido por autoridades israelenses após a interceptação do veleiro Madleen Liberty, que seguia rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. A embarcação fazia parte de uma missão organizada pela Freedom Flotilla Coalition (FFC) e levava alimentos, suprimentos médicos e voluntários de diversos países, incluindo a sueca Greta Thunberg.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil em Tel Aviv entrou em contato imediato com as autoridades locais e permanece em alerta para prestar assistência consular. O Itamaraty afirmou que está em contato constante com a família de Ávila e acompanha de perto seu depoimento ao Tribunal de Revisão de Detenção.
Thiago Ávila foi um dos oito ativistas que recusaram assinar o documento de deportação exigido por Israel, pois o texto implicaria o reconhecimento de uma infração. Segundo a família, o ativista alega que a missão tinha caráter pacífico e que a interceptação ocorreu em águas internacionais, tornando sua prisão arbitrária.

Em protesto, Ávila iniciou uma greve de fome nesta terça-feira (10). A decisão foi confirmada por sua irmã, Luana de Ávila, com base em informações repassadas pela advogada do caso. “Ele mandou um recado dizendo que considera a prisão um absurdo e que vai iniciar uma greve de fome. Ele também não confia na comida fornecida por Israel”, afirmou Luana.
A esposa de Thiago, Lara Souza, contou que uma representante da embaixada brasileira tentou entregar um telefone ao ativista no momento da prisão, mas foi impedida pelos agentes israelenses. Desde então, todas as informações sobre seu estado são repassadas por intermédio da diplomacia brasileira.
O grupo que se recusou a assinar a deportação inclui ativistas e profissionais de diferentes nacionalidades, que decidiram permanecer juntos até a garantia de que todos seriam liberados de forma segura. Aqueles que assinaram o documento foram, em sua maioria, jornalistas e pessoas previamente designadas a deixar o grupo para dar visibilidade à ação.
A embarcação Madleen Liberty zarpou de Catânia, na Itália, no domingo (1º), com destino à Faixa de Gaza, bloqueada por Israel desde 2007. A Marinha israelense interceptou a missão em alto-mar e deteve os passageiros. Em tom irônico, o governo israelense se referiu à missão como o “iate dos selfies” e afirmou que os detidos estavam “seguros e receberam sanduíches e água”.
Diante da situação, o governo brasileiro renovou seu apelo por um cessar das severas restrições à entrada de itens essenciais em Gaza, em meio a uma grave crise humanitária. O Itamaraty informou que trabalha para garantir a rápida repatriação do ativista.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da RT. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












