O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta sexta-feira (11), ao processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete integrantes do chamado “núcleo 1” da trama golpista. A ação, registrada sob o número 2.668, segue decisão da Primeira Turma da Corte, que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e formalizou os acusados como réus.
Os réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Em caso de condenação, a soma das penas pode ultrapassar 30 anos de prisão.
A fase de instrução processual começa agora, permitindo que advogados apresentem testemunhas, solicitem provas adicionais e preparem interrogatórios. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, conduzirá os trabalhos.
Lista de Réus
Além de Bolsonaro, estão na lista:
- Walter Braga Netto (ex-ministro e vice na chapa de 2022);
- Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional);
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa);
- Mauro Cid (ex-ajudante de Bolsonaro e delator).
Após a instrução, o STF marcará o julgamento, sem data definida. Os ministros decidirão pela absolvição ou condenação dos réus. O acórdão publicado nesta sexta, com 500 páginas, detalha a decisão unânime da Primeira Turma.
Outros núcleos do inquérito
- Núcleo 2: Julgamento em 22 e 23 de abril, com seis acusados de ações para “sustentar Bolsonaro ilegitimamente no poder”.
- Núcleo 3: Análise em 20 e 21 de maio, com 12 denunciados (11 militares e um policial federal) por planejar “ações táticas golpistas”.
O caso marca um capítulo histórico no STF, com repercussões diretas na estabilidade política e no debate sobre os limites do poder no Brasil.
Nesta sexta-feira (11), Bolsonaro foi internado em um hospital de Santa Cruz (RN), após relatar fortes dores abdominais atribuídas às complicações cirúrgicas do atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).
A internação ocorreu horas após sua chegada ao estado para liderar o lançamento da “Rota 22”, iniciativa do PL para fortalecer a oposição no Nordeste.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











