Ainda que a máquina administrativa do Estado do Rio esteja emperrada pelo endividamento e queda de arrecadação, continuará como grande força motriz de candidaturas no quadro sucessório de 2026.
Sua estrutura permite arranjos com prefeitos de 92 cidades, bem como aglutinação de lideranças locais e regionais que somadas, garantem capilaridade para fortalecer um nome no campo governista.
Foi assim que Luiz Fernando Pezão, vice do então governador Sérgio Cabral, saiu da condição de ilustre desconhecido no plano regional, para suceder o companheiro de chapa em 2014, no auge do desgaste da máquina administrativa.
Atualmente, em 75 municípios fluminense, os prefeitos que se elegeram estão no leque de alianças com o PL de Cláudio Castro e do União Brasil, do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Este arco de alianças reúne ainda MDB, Solidariedade e Progressistas. A leitura do potencial eleitoral desta composição foi muito bem observada pelo senador Altineu Cortês (PL), que recentemente reuniu esta tropa em um encontro sinalizando para unidade em 2026.
O nome de um candidato neste campo se fortaleceria se o processo sucessório interno se antecipar com a desincompatibilização do governador Cláudio Castro (PL) para uma possível candidatura ao Senado ou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), cenários que não podem ser descartados.
Nessas hipóteses, um candidato à sucessão, se apoiado por uma base governista unida, teria chances reais de vitória no pleito, desde que esta candidatura seja construída no campo de centro-direita, atraindo votos do bolsonarismo e direita moderada.
A dúvida é saber quais os nomes que estariam no radar para entrar neste jogo. Na escala sucessória, uma eventual saída de Castro abriria vaga para o vice, Thiago Pampolha (MDB). O segundo nesta linha sucessória é Rodrigo Bacellar. No campo das articulações políticas, principalmente com prefeitos e deputados, o parlamentar seria o nome com maior robustez.
Recentemente, em discurso na Alerj, ele afirmou que almeja uma vaga no TCE-RJ. Esta sinalização, no entanto, pode ser apenas um jogo de retórica. Ninguém seria capaz de afirmar que Bacellar não toparia disputar a sucessão. Com o atual presidente da Alerj no jogo e no comando da máquina, a disputa eleitoral esquenta.
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