A inteligência artificial (IA) passou a ocupar o topo das preocupações de empresários brasileiros, segundo o ranking de riscos corporativos divulgado pela Allianz Commercial, seguradora do Grupo Allianz.
Pela primeira vez desde a criação do levantamento, a tecnologia lidera a lista de ameaças percebidas pelos executivos, sinalizando uma mudança significativa na avaliação do ambiente de negócios.
O estudo aponta que, embora a IA seja reconhecida como ferramenta estratégica capaz de aumentar eficiência, inovação e competitividade, ela também traz uma série de riscos complexos.
Entre os principais desafios estão questões operacionais, legais e impactos na reputação corporativa, especialmente diante da rapidez com que a tecnologia evolui e é incorporada aos processos empresariais. Muitas organizações ainda encontram dificuldade para implementar modelos de governança, acompanhar a regulação e preparar equipes para lidar de forma segura com os efeitos da IA.
Para a Allianz Commercial, o destaque da inteligência artificial no ranking reflete uma tendência global. Thomas Lillelund, CEO da seguradora, afirma que a tecnologia está redesenhando o mapa de riscos corporativos.
Segundo ele, a gestão empresarial não se limita mais a aproveitar as oportunidades da IA, mas envolve também compreender e mitigar os riscos decorrentes do uso intenso dessa tecnologia.
Além da IA, outros fatores continuam pressionando a agenda de riscos no Brasil. Incidentes cibernéticos aparecem em seguida, evidenciando preocupações com ataques digitais, vazamentos de dados e falhas de sistemas.
Mudanças na legislação e no ambiente regulatório também estão entre os principais temores, devido à instabilidade normativa e aos custos de adaptação. Em seguida, ganham relevância as mudanças climáticas e catástrofes naturais, destacando a vulnerabilidade das operações frente a eventos ambientais extremos.
O levantamento revela um cenário empresarial cada vez mais desafiador, no qual riscos tecnológicos, regulatórios e ambientais se sobrepõem. A ascensão da inteligência artificial como principal preocupação indica que o debate sobre inovação deixou de focar apenas na produtividade e passou a integrar a gestão de riscos como elemento central da estratégia corporativa.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












