A cientista brasileira Lívia Schiavinato Eberlin, formada pela Unicamp e atualmente professora no Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, é a mente por trás de uma das inovações mais promissoras no diagnóstico do câncer: a MasSpec Pen, uma caneta inteligente capaz de identificar tecidos saudáveis ou cancerígenos em tempo real durante procedimentos cirúrgicos.
A tecnologia, destacada pela Revista Fórum nesta segunda-feira (1º), funciona com o apoio de um espectrômetro de massa. O processo é simples, mas altamente eficaz: uma gota de água é aplicada sobre o tecido analisado, aspirada pela caneta e enviada ao espectrômetro, que interpreta as moléculas presentes e identifica se há ou não presença de células cancerígenas.
No Brasil, a pesquisa está sendo conduzida em parceria com cientistas do Hospital Israelita Albert Einstein e com a Thermo Fisher, empresa responsável pela fabricação do espectrômetro Orbitrap — um equipamento de alta precisão que pode custar até R$ 2 milhões.
Nos Estados Unidos, grandes centros de pesquisa oncológica como MD Anderson, Johns Hopkins e o próprio Baylor College of Medicine já testam a MasSpec Pen em tumores de mama, pulmão, ovário, cérebro e pâncreas.
Apesar de ainda não ser capaz de definir com exatidão as margens cirúrgicas, a expectativa é que, integrada à inteligência artificial, a caneta possibilite diagnósticos cada vez mais rápidos, precisos e personalizados, aumentando as chances de sucesso nos tratamentos oncológicos.
A invenção de Lívia Eberlin é um marco para a ciência brasileira e um avanço significativo na luta global contra o câncer.
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