O sistema de transplantes do Estado do Rio de Janeiro vem apresentando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionado por investimentos na rede hospitalar, capacitação de equipes médicas e ações de incentivo à doação de órgãos.
Os dados mais recentes de 2025, divulgados pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, apontam o estado entre os destaques nacionais.
De acordo com o levantamento, o Rio de Janeiro alcançou 67% de taxa de autorização familiar para doação de órgãos, ocupando a segunda posição no país, ao lado do Paraná.
O índice fica atrás apenas de Santa Catarina, que registrou 68%. O resultado também supera a média nacional, atualmente em 55%.
Outro indicador positivo é a taxa de doadores por milhão de habitantes (pmp). O estado registrou 22,4 doadores por milhão, acima da média brasileira de 20,3.
Segundo autoridades da área da saúde, o desempenho está relacionado à estrutura hospitalar especializada e às estratégias de sensibilização das famílias em situações de perda.
O governo estadual afirma que o avanço faz parte de uma política contínua de fortalecimento da rede de transplantes, com foco em tecnologia, qualificação profissional e integração entre unidades hospitalares.
O secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, destaca o papel das UTIs e das Organizações de Procura de Órgãos no processo de identificação de potenciais doadores e no apoio às famílias.
Atualmente, o estado conta com mais de cem Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), responsáveis por identificar casos elegíveis e acompanhar todo o processo, desde o diagnóstico de morte encefálica até a abordagem familiar.
Segundo especialistas, a etapa de comunicação com os familiares é uma das mais sensíveis do processo de doação. Por isso, as equipes recebem treinamento específico para atuar com empatia e suporte emocional, respeitando o momento de luto e esclarecendo dúvidas sobre o procedimento.
O diretor do RJ Transplante, Alan Melquíades, ressalta que a decisão final depende exclusivamente da família e defende a importância de campanhas de conscientização para incentivar que as pessoas comuniquem em vida o desejo de serem doadoras.
Com os resultados, o Rio de Janeiro consolida sua posição como um dos principais polos de transplantes do país, ampliando o número de doações efetivadas e contribuindo para o aumento de vidas salvas.
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