Uma equipe de pesquisadores russos desenvolveu uma tecnologia inovadora capaz de identificar sinais de câncer por meio do “cheiro” da pele humana. O método utiliza um dispositivo conhecido como “nariz eletrônico”, que analisa compostos orgânicos voláteis liberados naturalmente pelo corpo.
O estudo, divulgado na Revista de Química Analítica, destaca que a pele — considerada o maior órgão do corpo humano — atua como uma espécie de sistema respiratório, absorvendo e liberando substâncias químicas no ambiente. Esses compostos também podem ser detectados na respiração, mas a análise direta da pele surge como uma alternativa promissora.
Na prática, o procedimento consiste em captar o “aroma” emitido pela região do antebraço do paciente. O dispositivo identifica padrões específicos nesses compostos, que podem indicar a presença de alterações associadas ao câncer.
Diagnóstico mais acessível e precoce
Atualmente, o diagnóstico da doença depende de exames como biópsias e métodos de imagem, que podem ser caros, demorados e, em alguns casos, inconclusivos. A nova tecnologia, por outro lado, propõe uma abordagem mais simples e acessível.
Segundo os pesquisadores, o método não exige coleta de material biológico, nem processamento laboratorial complexo. Além disso, dispensa procedimentos invasivos, o que pode facilitar a aplicação em larga escala, inclusive em regiões com menor acesso a recursos médicos avançados.
Especialistas avaliam que, se validado em estudos mais amplos, o “nariz eletrônico” pode representar um avanço significativo na detecção precoce do câncer, aumentando as chances de tratamento eficaz e reduzindo custos no sistema de saúde.
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