O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), iniciativa que busca ampliar o acesso da população idosa aos serviços de saúde diretamente em suas residências.
A previsão é de um investimento de R$ 500 milhões até 2027 para fortalecer o atendimento domiciliar em todo o país.
O programa foi desenvolvido para atender, principalmente, idosos com mobilidade reduzida, doenças crônicas, fragilidade física ou em situação de maior vulnerabilidade clínica e social.
O acompanhamento será realizado por equipes multidisciplinares integradas à Atenção Primária à Saúde, oferecendo assistência personalizada sem a necessidade de deslocamentos frequentes às unidades de saúde.
Entre os serviços previstos estão avaliações completas das condições de saúde, elaboração de planos individuais de cuidado, monitoramento contínuo dos pacientes e orientações aos familiares e cuidadores.
As equipes poderão reunir profissionais de diversas especialidades, como geriatria, cardiologia, psicologia, nutrição e outras áreas, em parceria com a Estratégia Saúde da Família.
Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o programa representa um importante avanço na assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo ele, as unidades básicas de saúde já concentram grande parte dos atendimentos destinados à população com mais de 60 anos, especialmente em casos de hipertensão, diabetes, doenças crônicas e transtornos relacionados à saúde mental.
Padilha ressaltou ainda que a proposta também contempla o suporte aos cuidadores, sejam familiares ou profissionais, reconhecendo o papel fundamental desempenhado por essas pessoas na rotina de quem necessita de cuidados permanentes.
O ministro afirmou que o envelhecimento da população brasileira exige uma reestruturação da atenção primária. De acordo com ele, o sistema foi originalmente organizado para enfrentar desafios como a mortalidade infantil e ampliar a cobertura vacinal, mas o atual cenário demográfico demanda serviços mais preparados para atender uma população cada vez mais longeva.
Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é expandir o Padi Brasil para pelo menos outras cinco capitais ainda neste ano.
Até o momento, mais de 2,7 mil municípios demonstraram interesse em aderir à iniciativa, que pretende fortalecer o cuidado domiciliar e melhorar a qualidade de vida da população idosa em todo o Brasil.
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