O dia 12 de maio é marcado pelo Dia Mundial da Conscientização da Fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira.
A condição é caracterizada por dores generalizadas nos músculos, tendões e ligamentos, além de hipersensibilidade ao toque e à pressão. Segundo o Ministério da Saúde, a doença atinge principalmente mulheres entre 30 e 50 anos.
Recentemente, a legislação brasileira passou a reconhecer pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência, o que trouxe mudanças importantes no acesso a direitos e serviços.
A reumatologista Fernanda Nogueira Holanda Ferreira Braga, do Hospital Universitário Walter Cantídio (UFC/Ebserh), avalia que essa atualização pode ter efeitos práticos na vida dos pacientes.
De acordo com a especialista, o novo enquadramento pode garantir prioridade em atendimentos, acesso a filas preferenciais, maior facilidade em serviços públicos, possibilidade de adaptação da jornada de trabalho e até benefícios relacionados à incapacidade temporária.
Ela também ressalta que o reconhecimento ajuda a reduzir o estigma em torno da doença, reforçando que a dor relatada pelos pacientes é real e não tem origem psicológica.
Embora as causas da fibromialgia ainda não sejam totalmente conhecidas, estudos apontam relação com predisposição genética, traumas físicos ou emocionais, infecções e outras condições autoimunes.
O diagnóstico é clínico e exige avaliação cuidadosa para diferenciar a síndrome de outras doenças reumatológicas.
A médica alerta que sintomas como inchaço, vermelhidão, calor nas articulações, deformidades, alterações em exames, febre e perda de peso não são típicos da fibromialgia e podem indicar outras enfermidades.
Na maioria dos casos, os exames laboratoriais não apresentam alterações, o que reforça a importância da avaliação clínica no diagnóstico.
Apesar de não ter cura, a fibromialgia pode ser controlada com tratamento multidisciplinar, que inclui mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico e uso de medicamentos, como antidepressivos em alguns casos.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são essenciais para melhorar a qualidade de vida e evitar o agravamento dos sintomas.
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