Pesquisadores das universidades de Boston, Chicago e Washington, D.C., nos Estados Unidos, identificaram um possível aliado na prevenção do Alzheimer: a colina, micronutriente essencial presente em diversos alimentos do dia a dia.
O estudo, que acompanhou por cerca de 7 anos e meio a rotina alimentar de 991 pessoas com idade média de 81 anos, buscou entender a relação entre o consumo de colina e a incidência da doença neurodegenerativa. O resultado chamou a atenção: a ingestão diária de aproximadamente 350 mg de colina foi associada a um risco significativamente menor de desenvolver Alzheimer.
O que é colina?
A colina é um nutriente crucial para a função cerebral, memória e saúde dos neurônios, além de participar da formação de neurotransmissores e membranas celulares. Embora o corpo humano produza pequenas quantidades, é essencial obtê-la pela alimentação.
Alimentos ricos em colina
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os principais alimentos com colina (valores por 100g) são:
- Ovos: cerca de 250 mg
- Carnes e peixes: aproximadamente 75 mg
- Cereais: cerca de 50 mg
- Vegetais e frutas: média de 25 mg
- Leite: um pouco menos de 25 mg
A nutricionista Ilana Muhlstein, da Universidade de Maryland, ressaltou em entrevista ao New York Post que a quantidade ideal de colina pode variar conforme o perfil, idade e necessidades individuais de cada pessoa. Por isso, a orientação de um profissional de saúde é sempre recomendada antes de qualquer mudança na dieta.
Implicações para a saúde pública
Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional, estratégias preventivas contra doenças neurodegenerativas se tornam cada vez mais importantes. A descoberta reforça a ideia de que uma alimentação equilibrada pode ser uma ferramenta poderosa para proteger o cérebro e melhorar a qualidade de vida na terceira idade.
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