Pesquisadores descobriram que o consumo de café instantâneo pode estar ligado a um aumento do risco de desenvolver degeneração macular associada à idade (DMAE seca), uma doença ocular que destrói gradualmente a visão central e aguda. O estudo foi publicado recentemente na revista Food Science & Nutrition.
A análise envolveu dados de mais de 500 mil indivíduos, revelando uma correlação estatisticamente significativa entre o consumo da bebida instantânea e a incidência de DMAE seca. A doença é considerada a principal causa de perda de visão em idosos, afetando cerca de 8,7% da população adulta, e não possui tratamento capaz de reverter os danos.
Segundo os pesquisadores, estudos anteriores sobre DMAE concentraram-se principalmente em fatores genéticos, enquanto há uma escassez de análises relacionadas a hábitos de saúde, dietas e atividades físicas. Além disso, poucas pesquisas exploraram os efeitos distintos do consumo de diferentes tipos de café, como moído, descafeinado ou instantâneo.
O estudo indicou que o risco aumentado está presente apenas no consumo de café instantâneo. Isso sugere que fatores específicos do produto, como processos industriais, aditivos ou alterações químicas durante a fabricação, podem contribuir para o desenvolvimento da doença, diferentemente do café moído ou descafeinado.
Os autores enfatizam que os resultados reforçam a importância de considerar alimentos altamente processados na prevenção de doenças crônicas. Profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas são incentivados a usar essas evidências para orientar pacientes e a população em geral sobre os possíveis riscos associados ao consumo frequente de café instantâneo.
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