Uma substância extraída de planta nativa da Amazônia tem mostrado resultados promissores como possível tratamento para Acidente Vascular Cerebral (AVC). Chamada de ST-165, a molécula é derivada do óleo de gergelim amazônico e foi capaz de reduzir significativamente as lesões cerebrais em testes com animais. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) pela Folha de S.Paulo.
De acordo com Walace Gomes Leal, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o objetivo do estudo foi identificar neuroprotetores naturais na rica biodiversidade da região amazônica. Os testes em ratos demonstraram que o composto pode não apenas mitigar os danos cerebrais após o AVC, mas também atuar de forma preventiva quando administrado antes do evento.
Os dados preliminares indicam uma redução de cerca de 40% no volume do infarto cerebral e uma melhora de até 30% nas funções neurológicas dos animais testados.
Agora, os pesquisadores buscam apoio financeiro para dar início à fase clínica da pesquisa, que poderá custar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Essa etapa é essencial para avaliar a eficácia e a segurança do ST-165 em humanos.
Os Acidentes Vasculares Cerebrais são uma das principais causas de morte no Brasil, com mais de 80 mil óbitos registrados anualmente. A possibilidade de um tratamento inovador, acessível e derivado de recursos naturais brasileiros pode representar um avanço significativo na luta contra a doença.
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