O consumo abusivo de álcool é considerado um grave problema de saúde pública, com reflexos que atingem tanto o indivíduo quanto a sociedade. Entre as principais consequências estão doenças hepáticas, câncer, enfermidades cardiovasculares, transtornos mentais, além de acidentes de trânsito e episódios de violência.
A preocupação é global e envolve, principalmente, pessoas em idade produtiva.
A Organização Mundial da Saúde reconhece o alcoolismo e a dependência de outras drogas como doenças. No Brasil, o dia 20 de fevereiro marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, data voltada à conscientização sobre os riscos do consumo dessas substâncias.
Levantamento divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no fim de 2024 aponta que o impacto econômico do álcool no país chega a aproximadamente R$ 18 bilhões por ano. O estudo também indica que a substância está associada a cerca de 12 mortes por hora.
Para o Sistema Único de Saúde (SUS), os custos com o tratamento de doenças relacionadas ao álcool superam R$ 1 bilhão anuais.
Além dos danos físicos, especialistas alertam para prejuízos significativos à saúde mental. O consumo excessivo pode comprometer funções cognitivas, provocar falhas de memória, reduzir a capacidade de concentração e aumentar o risco de demência.
O padrão de consumo no país também preocupa. Estimativas indicam que 66% dos adultos brasileiros já ingeriram bebida alcoólica alguma vez na vida, cerca de 30% consumiram nos últimos 30 dias e aproximadamente 16% apresentam padrão considerado abusivo — ou seja, um em cada seis brasileiros bebe em nível que representa risco à saúde.
Os impactos ultrapassam o campo clínico. O abuso de álcool está relacionado à queda de produtividade, faltas ao trabalho, afastamentos por licença médica e aposentadorias precoces, gerando consequências econômicas e sociais de longo prazo.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












