O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve retomar no próximo dia 24 de março de 2026 o julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O caso envolve acusações de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.
A análise do processo foi suspensa após um pedido de vista do ministro Nunes Marques, que solicitou mais tempo para avaliar os autos. Até o momento, o placar está em 2 votos a 0 pela cassação e inelegibilidade do governador.
Entenda as acusações
As ações foram apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e por adversários políticos, que apontam o uso da estrutura do governo estadual para favorecer a reeleição.
O principal foco das investigações é o chamado caso Ceperj, que envolve contratações realizadas por órgãos ligados ao governo do estado.
Segundo as apurações, milhares de pessoas teriam sido contratadas sem critérios transparentes, em um modelo que levantou suspeitas de uso eleitoral da máquina pública.
Há ainda a denúncia de que cerca de 27 mil cargos teriam sido utilizados para empregar cabos eleitorais, com impacto direto no resultado das eleições. O volume de recursos envolvidos pode chegar a centenas de milhões de reais.
Votos já indicam risco real de cassação
A relatora do caso votou pela cassação do mandato e pela inelegibilidade de Cláudio Castro. O entendimento foi acompanhado por outro ministro, formando o placar parcial de 2 a 0.
Nos votos já apresentados, ministros apontaram indícios de uma estrutura organizada dentro da administração pública com desvio de finalidade, utilizando recursos do Estado para beneficiar a campanha eleitoral.
O que pode acontecer agora
O TSE é composto por sete ministros, sendo necessários ao menos quatro votos para formar maioria.
Com a retomada prevista para o dia 24 de março, o julgamento pode:
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Ser concluído na mesma sessão
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Ou se estender por novas análises, dependendo dos votos restantes
Caso a maioria da Corte decida pela cassação:
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Cláudio Castro pode perder o mandato
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Pode ficar inelegível por até 8 anos
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O estado do Rio de Janeiro poderá ter novas eleições
Defesa nega irregularidades
A defesa do governador nega qualquer irregularidade e afirma que todas as ações do governo seguiram critérios legais e administrativos.
O caso segue em andamento e é considerado um dos mais relevantes do cenário político atual no estado do Rio de Janeiro.
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