A Justiça Eleitoral utilizará conexão via satélite em regiões onde a infraestrutura convencional de internet é limitada ou inexistente durante as Eleições 2026. A medida será adotada principalmente em localidades de difícil acesso e terá como finalidade exclusiva permitir o envio dos arquivos gerados pelas urnas eletrônicas.
O esclarecimento foi feito pelo Tribunal Superior Eleitoral após a circulação de conteúdos nas redes sociais que atribuíam a uma empresa estrangeira participação na apuração e na divulgação dos resultados.
Segundo o TSE, essa interpretação não corresponde ao funcionamento do sistema.
A empresa contratada ficará responsável apenas por fornecer a conexão necessária para que os dados sejam enviados das localidades remotas até a estrutura da Justiça Eleitoral.
Uso será concentrado em áreas isoladas
A tecnologia será utilizada em regiões como aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e quilombolas, além de outras localidades onde não há rede convencional suficiente para transmitir os dados com rapidez.
Estados da Região Norte estão entre os que terão maior presença desse tipo de equipamento, devido às dificuldades de deslocamento e comunicação em áreas afastadas dos centros urbanos.
Após o encerramento da votação, os boletins produzidos pelas urnas podem ser enviados por esses pontos de transmissão para os sistemas eleitorais responsáveis pela totalização.
Empresa não participa da apuração
De acordo com a Justiça Eleitoral, o fornecimento do sinal de internet não dá à empresa responsável pela conexão acesso aos votos registrados.
Também não permite interferência nos sistemas utilizados para somar os votos ou divulgar os resultados.
A função do serviço contratado termina na disponibilização da infraestrutura de comunicação necessária para transportar os arquivos.
Os sistemas de totalização e divulgação permanecem sob responsabilidade da própria Justiça Eleitoral.
Dados possuem mecanismos de segurança
Os arquivos transmitidos contam com mecanismos de proteção utilizados pela Justiça Eleitoral para verificar autenticidade e integridade.
A transmissão via satélite funciona como uma alternativa ao uso de redes convencionais, especialmente em locais onde seria necessário transportar fisicamente os arquivos para outro ponto com conexão disponível.
Com a comunicação por satélite, esse processo pode ocorrer de forma mais rápida, sem modificar as etapas responsáveis pela apuração dos votos.
Licitação definiu contratação do serviço
A contratação da tecnologia ocorreu por meio de processo licitatório destinado ao fornecimento dos terminais e da conexão.
O uso de equipamentos desse tipo já faz parte da estratégia da Justiça Eleitoral para garantir a transmissão dos resultados em regiões que apresentam grandes desafios logísticos.
No Maranhão, por exemplo, locais de votação situados em municípios com áreas remotas utilizarão comunicação via satélite. No Amazonas, centenas de pontos também contarão com essa estrutura nas eleições deste ano.
Divulgação continua sob controle da Justiça Eleitoral
Depois da totalização, os resultados oficiais são disponibilizados pelos sistemas mantidos ou homologados pelo TSE.
A divulgação pode ser acompanhada pelas plataformas oficiais da Justiça Eleitoral e também por veículos e instituições que acessam os arquivos públicos disponibilizados pelo tribunal.
Segundo o TSE, portanto, os terminais utilizados em comunidades isoladas funcionam como uma ponte de comunicação entre os locais de votação e a estrutura eleitoral.
Eles não fazem a leitura dos votos, não realizam a soma dos resultados e não definem quais informações serão divulgadas após o encerramento da votação.
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