O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esclareceu nesta sexta-feira (9) se ordenaria uma eventual missão para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Questionado pela imprensa sobre essa possibilidade, o chefe da Casa Branca descartou a hipótese e afirmou que não considera a medida necessária.
“Não creio que isso seja necessário”, respondeu Trump ao ser perguntado se algum dia autorizaria uma operação desse tipo. Segundo ele, a relação entre os dois líderes sempre foi marcada por diálogo. “Sempre tivemos um ótimo relacionamento”, acrescentou.
A declaração ocorre em meio às discussões internacionais sobre os rumos da guerra na Ucrânia. Em entrevista recente ao jornal The New York Times, Trump voltou a demonstrar confiança de que o presidente russo deseja chegar a um acordo para encerrar o conflito, iniciado em 2022.
“Acredito que ele queira chegar a um acordo”, disse o presidente americano ao comentar a postura de Putin. Trump também afirmou que acredita que a Rússia não voltaria a invadir a Ucrânia, desde que haja garantias efetivas de segurança para Kiev, com possível participação dos Estados Unidos nesse processo.
“Estou firmemente convencido de que eles não invadiriam novamente, ou eu não concordaria com isso”, declarou, ao defender mecanismos de segurança internacional como parte de uma solução negociada.
Questionado sobre um possível cronograma para o fim da guerra, Trump evitou estabelecer prazos e afirmou que sua prioridade é reduzir perdas humanas. “Eu simplesmente não quero estar numa posição em que tenha que dizer isso, porque tenho a obrigação de ver se consigo salvar vidas”, afirmou. “Estamos fazendo tudo o que podemos. Não tenho um cronograma”, concluiu.
As declarações reforçam o posicionamento do presidente dos Estados Unidos de privilegiar negociações diplomáticas em vez de ações militares diretas, em um cenário internacional ainda marcado por tensões entre Rússia, Ucrânia e países aliados ao Ocidente.
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