A ministra do Planejamento, Simone Tebet, criticou publicamente o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, após ser chamada de “marionete” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reação ocorreu nesta sexta-feira (27), durante o evento que oficializou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro.
Tebet afirmou que a declaração foi agressiva e ultrapassou o debate político, atingindo também as mulheres.
“Está para nascer o homem que vai me direcionar”, declarou, ao reforçar sua independência.
Crítica e embate político
A fala de Nunes foi feita dias antes, ao comentar a saída de Tebet do MDB após quase três décadas na legenda. O prefeito questionou a mudança de estado da ministra, que pretende disputar o Senado por São Paulo.
Em resposta, Tebet disse que a crítica teve tom desrespeitoso e levantou questionamento sobre possível viés machista.
“Se eu fosse homem, ele teria coragem de dizer isso?”, afirmou.
Apesar do embate, a ministra ressaltou que mantém respeito pessoal pelo prefeito.
Filiação ao PSB e novo cenário político
A filiação foi realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença de lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Márcio França e a deputada Tabata Amaral.
Tebet deixa o MDB, partido onde construiu sua trajetória política desde 1997, incluindo sua atuação como senadora e candidata à Presidência em 2022.
Candidatura e apoio político
A ministra confirmou que sua ida para São Paulo foi incentivada por Lula e Alckmin, destacando que a decisão foi tomada com base em estratégia política.
Ela também ressaltou sua ligação com o estado, onde estudou e construiu parte de sua carreira, além de ter recebido forte votação na eleição presidencial.
Posicionamento sobre política e campanha
Tebet criticou o que classificou como personalismo na política ao comentar a atuação do senador Flávio Bolsonaro.
Além disso, afirmou que pretende fazer uma campanha simples, com contato direto com os eleitores e foco em propostas.
A expectativa é que Tebet deixe o Ministério do Planejamento até o fim de março para se dedicar à campanha ao Senado.
A disputa em São Paulo deve reunir nomes de peso e ser uma das mais competitivas do país.
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